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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Machado Santos



António Maria de Azevedo Machado Santos nasceu em Lisboa a 10 de Janeiro de 1875 vindo a ser assassinado em Lisboa a 19 de Outubro de 1921, mais conhecido por Machado Santos, foi um militar e político português, considerado o fundador da República Portuguesa pelo denodo com que se bateu na Revolução de 5 de Outubro de 1910 e depois na defesa do regime contra a intentona monárquica de 22 a 24 de Janeiro de 1919 em Monsanto.

Machado Santos alistou-se na Armada Portuguesa em 1891 iniciando uma carreira de comissário naval que o levaria ao posto de comissário de 2.ª classe (segundo-tenente) aquando da Revolução de 5 de Outubro de 1910, cabendo-lhe comandar a força que ocupou a Rotunda, em Lisboa

Pelo excepcional espírito combativo demonstrado e pela eficácia da sua acção, a Assembleia Constituinte, em 1911, promoveu-o a capitão-de-mar-e-guerra, concedendo-lhe ainda uma pensão anual a título vitalício

Ainda durante a Monarquia já se tinha iniciado na Carbonária, presente em todos os movimentos revolucionários que precederam a queda do regime, distinguindo-se na Revolta de 28 de Janeiro de 1908.

Eleito deputado à Assembleia Constituinte de 1911, foi dos primeiros a manifestar sinais de desencanto face ao andamento da política na República, a qual se afastava rapidamente dos ideais de pureza republicana dos seus defensores iniciais.

Funda então o jornal O Intransigente, que dirige, no qual expressa o seu desencanto, criticando acidamente quase todos os governos, em intervenções incómodas e nem sempre claras quanto à orientação política que preconizava como alternativa

Mantendo o fervor revolucionário e conspirativo do período anterior à implantação da República Portuguesa, passa da palavra aos actos, organizando ou participando nos movimentos insurreccionais de Abril de 1913, de Janeiro de 1914, no Movimento das Espadas de 1915, na Revolta de Tomar de 1916 e no golpe de 1917 que colocou Sidónio Pais no poder. de quem foi apoiante em cujo consulado foi ministro (responsável pela pasta do Interior) e secretário de Estado (das Subsistências e Transportes), mas depois passou também a opor-se-lhe

No Movimento das Espadas, quando vários oficiais militares descontentes com o estado do país tentaram simbolicamente entregar as suas espadas ao Presidente da República Manuel de Arriaga, teve um papel determinante, já que ao deslocar-se ao Palácio de Belém para entregar a espada que usara nos combates da Rotunda no dia 5 de Outubro de 1910, deitou por terra a acusação de pró-monárquicos com que o Partido Democrático Republicano (no poder) justificara a prisão dos oficiais amotinados.

Nesse mesmo ano foi preso e deportado para os Açores durante a ditadura de Pimenta de Castro.

Em 1919, durante a Monarquia do Norte, voltou a salvar a República ao contribuir para a derrota do grupo de revoltosos monárquicos acampados na Serra de Monsanto.

Ainda lança o Partido da Federação Republicana, com que pretende continuar a sua intervenção política, mas acaba por se retirar da vida política.



Morreu assassinado na Noite Sangrenta de 19 de Outubro de 1921, vítima das forças revolucionárias que tão longamente cultivara.

Mais tarde, Machado Santos chegaria ao posto de vice-almirante.Dos acontecimentos da Rotunda dá conta um Relatório, que foi escrito pelo próprio Machado Santos mas não constitui fonte absolutamente fiável, uma vez que o autor não assistiu a certos sucessos que menciona, antes reproduz informações que recolheu junto de outros intervenientes nos combates de 1910.

. Mais tarde, Machado Santos chegaria ao posto de vice-almirante.Dos acontecimentos da Rotunda dá conta um Relatório, que foi escrito pelo próprio Machado Santos mas não constitui fonte absolutamente fiável, uma vez que o autor não assistiu a certos sucessos que menciona, antes reproduz informações que recolheu junto de outros intervenientes nos combates de 1910.

Morreu assassinado, em 1921, durante a chamada Noite Sangrenta, juntamente com António Granjo.