Querendo ver outros blogs meus consultar a Teia dos meus blogs

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

José Relvas



  • Nasceu na Golegã a 5 de Março de 1858
  • Morreu em Alpiarça a 31 de Outubro de 1929
Era filho de Carlos Relvas um abastado lavrador e proprietário, e de D. Margarida Amália de Azevedo Relvas.

Matriculou-se inicialmente em Coimbra para tirar Direito mas viria a abandonar esse curso para seguir o Curso de Letras que viria a concluir em 1880, defendendo tese com O Direito feudal

José Relvas viria a aderir ao Partido Republicano já perto dos 50 anos, no contexto da crise política provocada pela chamada ao poder, por parte do rei. D.Carlos a João Franco

Membro do directório do Partido Republicano Português, formado em 1909, com a incumbência de fazer a revolução

Foi o "escolhido" para proclamar a República, a 5 de Outubro da varanda da Câmara de Lisboa porque era um dos dirigentes "mais antigos" do directório do Partido Republicano, lavrador abastado que granjeou prestígio nacional, sobretudo enquanto líder associativo dos agricultores ribatejanos.

Foi ministro das finanças do respectivo do Governo Provisório a partir de 12 de Outubro até à auto-dissolução em 4 de Setembro de 1911, sendo ele o responsável, nomeadamente, pela introdução da reforma monetária que criou o escudo.

Depois exerceu o cargo de embaixador de Portugal em Espanha entre 1911 e 1914, quando regressou a Portugal para assumir o seu lugar no Senado, por entender que a sua legitimidade vinha do cargo para o qual havia sido eleito. Acabou por resignar em 1915.

Esteve em seguida bastantes anos afastado da actividade política dedicando-se aos seus negócios, até ser nomeado primeiro ministro, a 27 de Janeiro de 1919,tendo exercido aquele cargo até 30 de Março do mesmo ano.

Abastado lavrador e homem de vasta cultura, reuniu valiosas colecções artísticas na sua casa em Alpiarça que viria a transformar por testamento um ano antes de morrer no museu da casa dos Patudos.

O Arquivo Histórico da Casa dos Patudos preserva acervo documental por si legado maisa a Quinta dos Patudos, a Casa, a colecção de arte, a biblioteca e o arquivo, ao Município de Alpiarça, impondo que a residência fosse conservada como museu e mantivesse a designação de Casa dos Patudos


Sem comentários:

Enviar um comentário