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terça-feira, 27 de julho de 2010

António Teixeira de Sousa




  • nasceu em Celeirós a 5 de Maio de 1857
  • faleceu no Portoem 5 de Junho de 1917
  • foi um médico termalista transmontano, escritor, deputado, par do reino, ministro de estado e líder do Partido Regenerador.
  • Presidiu ao último governo da monarquia constitucional de Portugal, sendo deposto pela Revolução de 5 de Outubro de 1910.

  • Biografia

António Teixeira de Sousa frequentou o Liceu de Vila Real a partir de 1874, sendo um aluno aplicado e distinto.

Inscreveu-se em 1877 nos preparatórios de medicina na Academia Politécnica do Porto, entrando no ano seguinte para a Escola Médico-Cirúrgica do Porto, onde terminou o curso em 1883, com uma dissertação sobre Enervação do coração.

Foi aluno brilhante, recebendo o Prémio Macedo Pinto, instituído para galardoar o médico mais distinto que saísse daquela Escola.

No mesmo ano de 1893, foi nomeado médico municipal de Valpaços, lugar que trocou no ano seguinte pelo de director técnico do Estabelecimento Termal das Pedras Salgadas, cargo que ocupou até 1897.

Em 1895 foi nomeado cirurgião ajudante do exército

Accionista da Empresa das Águas do Vidago, foi eleito procurador à Junta Geral do Distrito de Vila Real, pelo concelho de Alijó, e como este lugar fosse incompatível com o de médico militar, abandonou o exército no mesmo ano, servindo até à extinção das Juntas Gerais, várias vezes como membro da comissão executiva

Entretanto exercia a clínica termal nas Pedras Salgadas e em Vidago e publicou algumas obras sobre termalismo.

Regenerador, em 1889 foi eleito deputado por Alijó, iniciando uma carreira política em Lisboa, que o levaria à liderança do partido e à presidência do ministério.

Como membro destacado do Partido Regenerador, assumiu nos últimos anos da monarquia um crescente protagonismo:

  • Inspector da Companhia de Tabacos de Portugal de 1891 a 1900;
  • Administrador Geral das Alfândegas de Maio a Outubro de 1904;
  • Governador do Banco Nacional Ultramarino de Fevereiro de 1909 a 1910;
Nos governos regeneradores de Hintze Ribeiro exerceu os cargos de
  • Ministro da Marinha e Ultramar e Ministro do Ultramar de 25 de Junho de 1900 a 28 de Fevereiro de 1903,
quando fundou em Lisboa o Hospital Colonial , constituindo ao mesmo tempo o ensino da medicina tropical

  • Ministro dos Negócios da Fazenda, desde aquela data até 20 de Outubro de 1904.
  • Retoma a pasta da fazenda de 21 de Março a 19 de Maio de 1906, em novo governo de Hintze Ribeiro, onde representava a tendência percebida como mais próxima de João Franco.
Introduziu reformas fiscais e solucionou a questão dos tabacos

Eleito líder do Partido Regenerador a 23 de Dezembro de 1909, quase de imediato forma governo a convite do rei D. Manuel II.

Governou de 26 de Junho a 4 de Outubro de 1910 (102 dias), sendo deposto pela revolução republicana de 5 de Outubro de 1910.

Foi o último Presidente do Conselho (Primeiro Ministro) da monarquia constitucional portuguesa
.
Era amigo pessoal de Afonso Costa, Bernardino Machado, Brito Camacho e França Borges, sendo reputado um liberal à antiga e adepto confesso das liberdades cívicas, de tal forma que quando em 28 de Janeiro de 1908 foi jugulada uma conspiração conjugada entre dissidentes progressistas e republicanos, o líder progressista José de Alpoim procurou refúgio em sua casa.

Afastado da vida política pelo advento da República, faleceu em Lisboa em 1917.

Obras principais

  • 1906-A questão dos tabacos
  • 1912-Para a história da revolução

sábado, 24 de julho de 2010

José Luciano de Castro



  • nasceu na Oliveirinha distrito de Aveiro a 14 de Dezembro de 1834
  • morreu a 9 de Março de 1914

  • foi um advogado, jornalista e político que se notabilizou como um dos fundadores do Partido Progressista, ao qual presidiu a partir da morte de Anselmo José Braamcamp (1885).
  • Foi deputado, ministro e Presidente do Conselho de Ministros em diversas ocasiões, incluindo durante o ano de 1890, quando a 11 de Janeiro Portugal recebeu o ultimato britânico, do qual resultou a queda do seu governo e o início de uma longa crise política que desembocou na implantação da República Portuguesa a 5 de Outubro de 1910.
  • Foi ainda par do Reino, conselheiro de Estado; director geral dos Próprios Nacionais; vogal do Supremo Tribunal Administrativo e governador da Companhia Geral de Crédito Predial Português.
Alcunhado de "a velha raposa", foi certamente uma das mais proeminentes figuras da cena política portuguesa nas últimas três décadas da Monarquia Constitucional Portuguesa, à qual se manteve sempre fiel, mesmo após o seu derrube em 1910.


Descendia de uma família aristocrática que, pela linha materna, se cruzava com a do marquês de Pombal.


Tendo declarado a sua data de nascimento como sendo 1833 em vez de 1835, o ano em que realmente nascera, completou estudos secundários em Aveiro e obteve um ingresso precoce na Universidade de Coimbra, em cujo curso de Direito se matriculou no ano lectivo de 1849-1850.

Formou-se bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra em 1854, com apenas 19 anos de idade, dedicando-se em seguida à advocacia, ao jornalismo e à política. Nesse mesmo ano de 1854, apesar de ainda não ter perfeito o requisito constitucional de ter 21 anos de idade, graças à falsificação que lhe permitira o ingresso antecipado na Universidade, foi eleito deputado pelo círculo plurinominal da Feira, sendo com toda a probabilidade o mais jovem parlamentar eleito de todo o período monárquico português.

A partir de 1858 passou a viver na cidade do Porto, onde colaborou com o Nacional, Comércio do Porto e Jornal do Porto. Escreveu ainda para a Gazeta do Povo, País e Progresso, todos de Lisboa.

Como ministro e como deputado, desde 1854, apresentou às cortes diferentes propostas e projectos de lei, conforme consta do Diário das Sessões da Câmara dos deputados, acompanhados de relatórios importantes. Pertenceu a grande número de comissões parlamentares e extra- parlamentares.

Casou em 1865 com Maria Emília Cancela Seabra, filha de Alexandre Ferreira de Seabra, advogado, jurisconsulto e presidente da Câmara Municipal de Anadia, que seria autor de um projecto de Código de Processo Civil concluído em 1869.

Na sequência do casamento, radicou-se em Anadia, estabelecendo por essa via grande ligação ao mundo vinhateiro. A sua presença na região atraiu muitas das mais altas personalidades da política da época à Bairrada e a Aveiro, o que aliado ao seu interesse por projectos locais trouxe vantagens para o desenvolvimento regional, salientando-se, entre as maiores realizações que apoiou, a construção do Palace Hotel, no Buçaco

  • Foi pela primeira vez chamado a integrar um governo quando o duque de Loulé o convidou para o cargo de Ministro da Justiça e Cultos do terceiro governo do Partido Histórico e 30.º da Monarquia Constitucional Portuguesa, tendo tomado posse a 11 de Agosto de 1869 e mantendo-se no cargo até à queda daquele executivo a 20 de Maio de 1870.

Por esta altura foi um dos primeiros políticos portugueses a defender claramente o rotativismo e a necessidade de consolidar o sistema partidário, ao declarar a 13 de Janeiro de 1871, em plena Câmara dos Deputados e em resposta a Fontes Pereira de Melo, que ‘’é necessário que se organizem dois partidos, somente; um – mais ou menos conservador, e outro – mais ou menos avançado’’.

Este entendimento fez dele, a partir dessa época e até ao fim da Monarquia, um dos pólos do sistema de poder em Portugal, dominando mesmo a fase crepuscular do regime.

  • Voltou ao executivo com a pasta de Ministro do Reino a 1 de Junho de 1879 no primeiro governo do Partido Progressista presidido por José Anselmo Braamcamp, nele permanecendo até 25 de Março de 1881. A pasta do Reino era tradicionalmente a mais importante do executivo, o que dá uma medida do capital político que já granjeara. Como ministro apresentou em 4 de Fevereiro de 1880 uma proposta de lei sobre a responsabilidade ministerial, que não chegou a ser discutida na Câmara dos Pares, apesar de aprovada na Câmara dos Deputados.
Em 1876 foi um dos fundadores do Partido Progressista, partido a que presidiria após a morte de Anselmo José Braamcamp, ocorrida em 1885. Assumiu a liderança dos progressistas a 10 de Dezembro daquele ano, com o apoio de Henrique de Barros Gomes e Joaquim Pedro de Oliveira Martins e a oposição de Emídio Navarro e Mariano Cirilo de Carvalho.

  • Foi pela primeira vez chamado a formar governo, assumindo as funções de Presidente do Conselho de Ministros, a 20 de Fevereiro de 1886, mantendo-se no cargo até 14 de Janeiro de 1890, acumulando a pasta de Ministro do Reino. Para os padrões da política portuguesa da época foi um governo duradouro, tendo durante o mandato vencido as eleições gerais de 6 de Março de 1887 (113 deputados) e de 20 de Outubro de 1889.
Foi nomeado par do reino em 1887, tomando assento na respectiva câmara a 21 de Abril desse ano.

  • Foi chamada pela segunda vez à chefia do governo a 7 de Fevereiro de 1897, tendo permanecido no poder até 25 de Junho de 1900. Estabeleceu como objectivos do seu governo assegurar a escrupulosa administração dos dinheiros públicos e impedir que as receitas do Estado sejam aplicadas, no todo ou em parte, por modo diverso do que determinam os preceitos legais.
  • Por decreto de 20 de Outubro de 1904 foi nomeado para presidir ao Conselho de Ministros pela terceira e última vez. Governou entre 20 de Outubro de 1904 e 19 de Março de 1906, sem acumular qualquer pasta.
  • Voltou a ser nomeado Presidente do Conselho de Ministros por decreto de 27 de Dezembro de 1905.
Entretanto fora nomeado para suceder a Fontes Pereira de Melo nas funções de governador da Companhia Geral do Crédito Predial Português, cargo que exerceu, alternando com as funções ministeriais, de 31 de Março de 1887 a 4 de Junho de 1910, data em que se demitiu na sequência de um grande escândalo financeiro, o último da Monarquia, que quase arruinou aquela empresa.

Era o fim da carreira, a meses do fim do regime: a 5 de Outubro daquele ano é proclamada a república e Portugal e apesar da sua casa em Lisboa ter sido invadida, não foi molestado.

Permaneceu em Lisboa algum tempo, em frágil estado de saúde, mas vendo o caso do Crédito Predial resolver-se de forma que lhe não foi inteiramente desfavorável. Doente, no Verão de 1913 partiu para a sua casa em Anadia, onde faleceu no ano seguinte.

A sua ligação a Anadia é recordada no nome da unidade de saúde que serve aquela localidade, o Hospital de José Luciano de Castro.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

José da Costa e Silva



  • Nasceu em Vila de Povos perto de Vila Franca de Xira a 25 de Julho de 1747
  • Faleceu no Rio de Janeiro a 21 de Março de 1819


  • Arquitecto e professor de arquitectura, foi em Itália que fez os seus estudos em Itália por ordem do Marquês de Pombal. com a obrigação de se dedicar em exclusivo à arquitectura civil

  • Professor da Aula de desenho e Arquitectura em 1781.

  • Elaborou os projectos do Teatro Nacional de S. Carlos (1792) e do Hospital de Runa, asilo e hospital de militares inválidos e a Igreja do Loreto

  • Dirigiu a construção do Palácio Nacional da Ajuda, em conjunto com Francisco Xavier Fabri, e foi arquitecto das Obras Públicas e Reais. Seguindo a Corte, partiu em 1807 para o Brasil, onde veio a falecer.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

João de Azevedo Coutinho



  • nasceu em Alter do Chão a 3 de Fevereiro de 1865
  • morreu em Lisboa a 7 de Dezembro de 1944

João de Azevedo Coutinho Fragoso de Sequeira seu nome completo, foi um político, administrador colonial e militar da Armada tendo atingido o posto de vice-almirante honorário, tendo aos 25 anos sido proclamado um dos heróis africanos referenciado cmo Benemérito da Pátria pela Câmara dos Deputados das Cortes, pelo seu papel nas campanhas em Moçambique e recebendo por isso a Torre e espada.

Foi governador de Moçambique entre 1905 e 1906 e depois ministro da Marinha e do Ultramar e senador. Monárquico convicto, foi lugar-tenente do rei D Manuel II.

Reformado em 25 de Novembro de 1910, com o posto de capitão de fragata, chefiou em 1919 com Aires de Ornelas a tentativa feita em Lisboa de restauração da Monarquia, em 1942 foi promovido a Vice-Almirante nonorário.



segunda-feira, 5 de julho de 2010

Luis Pinto de Sousa Coutinho




  • nasceu em Leomil a 27 de Novembro de 1735
  • morreu em Lisboa a 15 de Abril de 1804


  • primeiro visconde de Balsemão, por nomeação de D.Maria I e foi um político português.
Foi governador da capitania de Mato Grosso, de 1769 a 1772.
Foi secretário de estado (primeiro-ministro) durante o reinado de D. Maria I, de 15 de Dezembro de 1788 a 6 de Janeiro de 1801 e de 25 de Agosto a 5 de Dezembro de 1803.

A Secretaria de Estado começou a intervir mais claramente nos assuntos militares, quando foi entregue, em 15 de Dezembro de 1788, a Luís Pinto de Sousa - um militar, com larga experiência colonial e diplomática -, que impôs uma política de modernização do exército

Foi ele que negociou e assinou o Tratado de Badajoz em 1801

domingo, 4 de julho de 2010

Martinho de Melo e Castro



  • Nasceu em Lisboa a 11 de Novembro de 1716
  • Morreu em Lisboa a 24 de Março de 1795

Diplomata e estadista da segunda metade do século XVIII, é ainda uma figura mal conhecida da nossa história. Era filho segundo duma família nobre, que conduzia normalmente a uma carreira eclesiástica, pelo que viria a concluir os seus estudos em Évora e Coimbra.

Entrou na carreira diplomática logo no reinado de D.José, quando foi nomeado embaixador em Haia e depois em Londres viajou para o Brasil entre os anos de 1754 e 1756 na comitiva de Mendonça Furtado, que fora enviado por Marquês de Pombal, para ser o Vice-Rei do Pará e Maranhão

Foi-lhe confiada no final da Guerra dos 7 anos (1756-1763) a representação de Portugal nas negociações de paz de Fontainebleau, que lhe valeu a introdução na alta roda da política internacional

Voltou a Londres em 1770, tendo sido depois chamado a ocupar a Secretaria de Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar, ainda no tempo de Pombal e da rainha D.María, até à sua morte em 1795, constituindo um dos caso de maior longevidade governativa do sec. XVIII

Ele desenvolveu dum modo notável a nossa marinha, que chegou a contar 71 navios, havendo entre eles 12 naus, melhorou igualmente os serviços da. marinha, estando ligado
a fundação da Cordoaria,

Filho de Francisco de Melo e Castro e de Maria Joaquina Xavier da Silva, e pai de Manoel Bernardo de Melo Castro.