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sábado, 31 de janeiro de 2009

Rolão Preto


Francisco de Barcelos Rolão Preto

Nasceu no Gavião em 12 de Fevereiro de 1893

Morreu em Lisboa em 18 de Dezembro de 1977

Ainda estudante universitário participou na incursão monárquica de 1912.Abandonou Portugal e foi ter com Paiva Couceiro, oficial monárquico que a partir da Galiza, nos anos de 1911 e 1912, tentou derrubar o regime republicano instaurado em Portugal, tendo participado em várias incursões

Licenciou-se em Ciências Sociais na Universidade de Lovaina e em Direito na de Touluse.

Regressado a Portugal em 1917, começou a escrever para o jornal integralista A Monarquia, sendo seu director quando Hipólito Raposo foi preso. Membro da Junta Central do Integralismo Lusitano a partir de 1922, tornou-se colaborador do general Gomes da Costa, sendo o redactor dos 12 pontos do documento distribuído em Braga no começo do movimento militar de 28 de Maio de 1926, que instaurou a ditadura militar.

Em Fevereiro de 1933 lança o Nacional-Sindicalismo no decurso de vários banquetes-comício que comemoravam o primeiro ano de publicação do jornal Revolução, de quem era o seu director desde 14 de Março.

Movimento de tipo fascista, conhecido pelos camisas azuis, o Nacional-Sindicalismo foi uma organização que conseguiu algum apoio nas universidades e na oficialidade mais jovem do Exército português.

Incidentes nas comemorações de 1933 do 28 de Maio em Braga, onde houve confrontos entre os nacional-sindicalistas e a polícia e no discurso de Rolão Preto de 16 de Junho, numa sessão no São Carlos, claramente anti-salazarista, o jornal Revolução acabou por ser suspenso em 24 de Julho.

Restabelecido fugazmente em Setembro seguinte - saíram só três números - o Nacional-Sindicalismo dividiu-se em Novembro quando um grupo, o mais numeroso, decidiu apoiar Salazar e integrar-se na União Nacional, abandonando assim as ideias de independência perante o novo regime defendidas por Rolão Preto e Alberto Monsaraz.

Expulso do país em 1934, hospedou-se em casa de José António Primo de Rivera, filho do ditador espnhol,, com quem terá colaborado na redacção do programa da Falange espanhol.

Regressado a Portugal retoma a intervenção política apoiando o MUD - Movimento de Unidade Democrática -, criado no Outono de 1945 para participar nas eleições de Novembro seguinte, as primeiras eleições do Estado Novo em que se admitiram listas alternativas.

Mário Soares, enquanto Presidente da República, condecorou-o a título póstumo, em 10 de Fevereiro de 1994, com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique pelo seu «entranhado amor pela liberdade».

Uma interessante e controversa personagem da História de Portugal

Créditos: O Portal da História

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

José Seabra da Silva


Nasceu em Vilela em 31 de Outubro de 1732

Morreu em 13 de Março de 1813

Aprendeu em casa os estudos preparatórios da Universidade debaixo da direcção de um douto eclesiástico chamado Manuel de Sousa, e passou depois a matricular-se na Universidade de Coimbra, quando apenas contava 12 anos, como consta de dois documentos autênticos, transcritos por um neto do estadista António de Seabra num folheto que publicou para responder a algumas considerações feitas por Simão da Luz Soriano na sua História do reinado de D. José.

A vida política de José Seabra da Silva decorreu praticamente toda durante o período de reformas do absolutismo setecentista.

Foi membro do Conselho de D. João V e de D. José e Conselheiro da Fazenda. Em 1771 torna-se adjunto do Marquês de Pombal ao ser escolhido para Ministro de Estado. Contudo, três anos mais tarde foi demitido, desterrado e preso durante quatro anos, primeiro no Brasil e depois em Angola, na sequência do processo onde Pombal, pretendia usurpar os direitos de D.Maria ao trono, a favor do filho dela o infante D.José

É libertado em 1778 por portaria de D. Maria.

Dez anos depois, na primeira remodelação governamental de D. João VI, Seabra da Silva foi chamado para a pasta do Reino, a par das da Justiça e Obras Públicas, responsabilidade que assumiu durante cerca de onze anos.

Para ler mais consultar aqui .

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Bartolomeu Dias


Nascimento ; cerca de 1450

Morreu em 29 de Maio de 1500

Navegador, que entre 1487 e 1488, comandando uma frota de 3 caravelas, descobriu a paddagem do Atlântico para o Índico, dobrando o Cabo da Boa Esperança.

Durante a viagem assentou 3 padrões, de que restam alguns fragmentos, que se encontram na Sociedade de Geografia em Lisboa.

Em 1497 acompanhou Vasco da Gama, durante parte da sua viagem para a Índia, acabando por se separar, seguindo para a Mina que era o seu destino.

Incorporado na armada da Cabral que em 1500, descobriu o Brasil, acaba por morrer ao comando duma das três caravelas que naufragaram, ao tentarem de novo dobrar o cabo que o tornou famoso.

Mai informação aqui. Ou aqui.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Afonso Costa


Afonso Augusto da Costa

Nasceu em Seia em 6 de Março de 1871

Morreu em Paris em 11 de Maio de 1937.

Tendo sido sepultado inicialmente em Neuilly-sur-Seine, no jazigo de Robert Burnay, sendo transladado posteriormente, em 1950, para o cemitério de Père Lachaise, em Paris.

Os seus restos mortais só em 1971 foram transladados para Portugal, encontrando-se actualmente em Seia, no jazigo da família.

Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra em 1895, doutorando-se com a tese A Igreja e a questão social, onde atacava o catolicismo social e declarando-se socialista.
Em Agosto de 1900 foi nomeado catedrático.

Em 1911 passou a reger a cadeira de Economia Política da Escola Politécnica de Lisboa e em 1913 foi nomeado director da Faculdade de Direito de Lisboa (o primeiro director).

Foi eleito de deputado pelo circulo do Porto em 1900, pelos republicanos e desde essa data não deixou de influenciar a política portuguesa, para além da queda da monarquia.

Foi chefe do Partido Republicano Democrático e no primeiro governo republicano, após 1910, foi nomeado Ministro da Justiça, assinado quase de imediato leis contra as ordens religiosas e pela separação entre o estado e a Igreja.

Chefe do Governo e das Finanças em 1913-1914 e depois em 1915-16, promoveu a entrada de Portugal na 1ª guerra mundial, acabou exilado no pós guerra em 1918, com a ditadura de Sidónio Pais, não voltando a residir em Portugal.

Ate 28 de maio de 1926 chefiou a delegação ortuguesa na Sociedade das Nações , tendo sido demitido desse cargo pela ditadura militar.

Pode obter-se mais informação >>>> aqui ou aqui.

João Franco


João Ferreira Franco Pinto Castelo Branco

Nasceu em Alcaide (Fundão) em 14 de Fevereiro de 1855

Morreu em Lisboa em 1929

Formou-se em 1875 na Faculdade de Direito de Coimbra, abraçando a carreira administrativa.

Ocupou vários cargos na magistratura judicial (delegado do procurador régio), nas alfândegas e no Tribunal Fiscal e Aduaneiro

Foi eleito deputado em 1884,(circulo de Guimarães) dedicando-se à carreira política, pelo partido Regenerador.
  • Foi ministro da Fazenda em 1890
  • Foi ministro das Obras Púbicas em 1891-92
  • Foi ministro do Reino em 1893-1897
Abandona os Regeneradores, formando em 1903 o Centro Regenerador Liberal.

Por decreto de 16 de Julho de 1906 foi agraciado com a grã-cruz e comenda da ordem da Torre Espada, por serviços distintos e relevantes.

Chefe do governo, o último do rei D.Carlos, desde 19. de Maio de 1906, pugnou pela defesa dos seus princípios, por uma governação mais firme e de descentralização administrativa, sem cortes, como se chamava na época em ditadura.

Para alguns a última oportunidade de salvação monárquica. A revolta resultante da ligação entre alguns monárquicos descontentes e as forças republicanas, vieram a culminar na sua queda, resultante do assassinato do Rei D.Carlos e do seu filhos mais velho Luís Filipe, no dia 1 de Fevereiro de 1908.

Para mais alguma informação ver aqui.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Pedro Álvares Cabral



Nasceu em Belmonte (?) em 1467
Morreu em Santarém (?) em 1520

Filho do alcaide mor de Belmonte e csado com uma filha de Afonso de Albuquerque já tinha sido agraciado anteriormente pelo rei D.João II com uma tença, embora se desconheçam os motivos.

O certo é que foi o escolhido para a comandar a armada de 13 navios, que partiu de Lisboa, ao que se julgava para intentar apenas uma segunda viagem id~entica á de Gama.

Partiu de Lisboa em 8 de Março de 1500 e duma forma que se considera deliberada, afastou-se da rota de gama e acabou por tocar em terra em 22 de Abril de 1500 no Brasil de hoje e que ele chamou então Porto Seguro actual Baía Cabrália.

Seguindo então para Oriente aportou com 7 navios em Calicute em 13 de Setembro de 1500. bem recebido em Cochim, Crangamor e Cananor.

Regressou a Lisboa em 31 de Julho de 1501. Acabou por se fixar nas suas propriedades na zona de Santarém.